Autossabotagem feminina: 5 sinais e como parar

A autossabotagem feminina é sutil, silenciosa e quase sempre se disfarça de justificativa lógica: "agora não é o momento", "não tenho tempo", "talvez eu nem consiga".
Essas frases não são só pensamentos. São muros que você mesma constrói entre a mulher que é hoje e a sua melhor versão, que está pronta para nascer.
Esse padrão é mais comum do que parece, principalmente entre mulheres que foram ensinadas a se colocar sempre em segundo plano. E quando o assunto é sexualidade, prazer e força feminina, ele costuma ser ainda mais cruel.
Se você chegou até este texto, algo em você já quer mudar. Fique comigo até o final: você vai entender o que é autossabotagem, reconhecer os sinais no seu dia a dia e descobrir o primeiro passo para sair desse ciclo.
O que é autossabotagem
Autossabotagem é quando você age, ou deixa de agir, contra aquilo que deseja. Você quer uma coisa, mas, na hora de ir atrás dela, encontra um motivo para adiar, desistir ou se diminuir.
Ela quase nunca tem cara de sabotagem. Parece prudência, cansaço, falta de tempo ou "realismo". Por isso é tão difícil de perceber: ela fala com a sua voz.
5 sinais de autossabotagem feminina
1. Você adia tudo o que é para você. O cuidado com os outros vem sempre primeiro; o seu fica para "quando sobrar tempo".
2. Você se critica antes de tentar. A voz interna decreta que não vai dar certo antes mesmo de você começar.
3. Você desconfia do próprio prazer. Acha que sente pouco, que sente "errado" ou que não merece sentir.
4. Você finge para não incomodar. Finge que está tudo bem, finge interesse, finge prazer.
5. Você não investe em si mesma. Dedicar tempo ou dinheiro ao próprio desenvolvimento parece egoísmo ou exagero.
Se você se reconheceu em dois ou mais sinais, respire. Reconhecer é o primeiro movimento de quem está pronta para mudar.
Você se reconheceu? O próximo passo é se conhecer. Descubra o seu Código da Fêmea: um mapa gratuito do seu arquétipo de prazer.

Quando a autossabotagem mora no seu corpo
Muitas mulheres passam anos fingindo prazer, calando desejos e ignorando os sinais do próprio corpo. Algumas chegam a acreditar que sentem pouco, ou que sentem errado.
Mas e se o problema não estiver no seu corpo? E se estiver na forma como você foi ensinada a não se ouvir?
A autossabotagem no prazer aparece como resistência ao toque, ao desejo e ao espelho. Aparece no medo de se aprofundar no autoconhecimento íntimo e na dificuldade de reconhecer a sua sensualidade como um direito, e não como um favor.
Por isso, pergunte-se com carinho: com que frequência você se sabota quando tem a chance de se escolher?
Seu prazer faz parte da sua saúde
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a saúde sexual é um estado de bem-estar físico, emocional, mental e social em relação à sexualidade. E ela inclui a possibilidade de viver experiências sexuais seguras e prazerosas, sem coerção, discriminação ou violência.
Ou seja: cuidar do seu prazer não é futilidade. É cuidar de você por inteiro.
Quando uma mulher entende isso, a desculpa do "isso é bobagem" perde força. E a autossabotagem perde um dos seus disfarces favoritos.

Como parar de se sabotar: o início da libertação
Romper com o ciclo da autossabotagem exige coragem. Mas essa coragem não vem da força bruta. Ela nasce do olhar gentil e verdadeiro para si mesma. Comece por aqui:
1. Observe sem se julgar. Durante uma semana, anote as frases que você usa para se deixar para depois.
2. Nomeie o medo por trás da desculpa. Muitas vezes, "não tenho tempo" quer dizer "tenho medo de não merecer".
3. Troque a pergunta. Em vez de "será que é o momento?", experimente "qual passo pequeno eu posso dar hoje?".
4. Volte para o corpo. É no corpo que a autossabotagem se esconde, e é nele que a reconexão começa.
Se esse padrão vem acompanhado de sofrimento intenso, ansiedade ou tristeza que não passa, conversar com um psicólogo ou uma psicóloga pode ajudar muito. Cuidar da mente também é se escolher.
A reconexão começa no seu centro de poder
O primeiro passo é reconhecer que você tem o direito de se priorizar. Que a sua vagina não é tabu, é origem. E que o seu prazer não é supérfluo: é sagrado.
Sou jornalista e ensino pompoarismo desde 2007. Mais de 20 mil mulheres já treinaram comigo. Criei o Treino IS — Pompoarismo Raiz exatamente com esse propósito: mostrar que a reconexão com a sua força feminina começa no corpo. No centro da sua energia vital. No lugar que por tanto tempo foi silenciado.
São 8 semanas de treino guiado, que começam do zero. Eu demonstro cada movimento no meu próprio corpo, para você ver, entender e fazer no seu ritmo.
O treino da musculatura íntima, feito com orientação e respeito ao seu corpo, pode apoiar a consciência corporal e o autoconhecimento. E, quando você volta a sentir esse centro de poder, pode ficar mais fácil se ouvir, se respeitar e perceber a hora em que está se sabotando.
Se você está começando agora, entenda primeiro o que é pompoarismo e para que ele serve.
Agora repare. Se, ao ler isto, apareceu um "agora não é o momento", pare um segundo. Pode ser um motivo real. Pode ser a velha voz de sempre. Só você sabe a diferença. E agora você sabe olhar.
Você tem 7 dias de garantia para decidir com calma.
Quero conhecer o Treino ISPerguntas frequentes sobre autossabotagem
O que é autossabotagem feminina?
É o padrão em que a mulher adia, desiste ou se diminui diante do que deseja. Muitas vezes vem de ter aprendido a se colocar em segundo plano, inclusive na sexualidade.
Como saber se estou me sabotando?
Observe se você adia o que é para você, se critica antes de tentar, desconfia do próprio prazer, finge para não incomodar ou evita investir em si mesma. Esses são sinais comuns.
Dá para sair do ciclo da autossabotagem?
Sim. O caminho começa pela consciência: perceber o padrão, entender o medo por trás dele e dar passos pequenos e constantes. Se houver muito sofrimento, busque também apoio psicológico.
O que o pompoarismo tem a ver com autossabotagem?
O pompoarismo não trata a autossabotagem. Ele é um treino da musculatura íntima que pode apoiar a consciência corporal. E voltar a sentir o próprio corpo pode ser um jeito concreto de praticar o que este texto propõe: parar de se deixar para depois.
Você está pronta para parar de fugir de si?
O caminho do empoderamento não é sobre se transformar em outra mulher. É sobre se lembrar de quem você sempre foi, mas aprendeu a esconder.
A autossabotagem pode até ter te acompanhado até aqui. Mas você não precisa mais caminhar com ela.
Escolha um passo e dê hoje:
Conheça o Treino IS — Pompoarismo Raiz.
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Aviso: este conteúdo tem caráter educativo e de bem-estar e não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação de um profissional de saúde.
Sobre a autora
Aurélia Guilherme
Jornalista e educadora íntima
Aurélia Guilherme é jornalista formada pela Universidade Federal de Goiás e criadora do Treino IS — Pompoarismo Raiz. Desde 2007, já ensinou mais de 20 mil mulheres a desenvolver consciência corporal, força íntima e prazer, unindo pompoarismo, respiração e tantra, com linguagem direta e sem tabu.